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Pipeline de liderança: o papel da gestão de pessoas no contexto organizacional

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A liderança de pipeline é uma abordagem de extrema importância para o desenvolvimento de líderes eficazes no contexto corporativo das empresas. Inspirada no livro “Pipeline de Liderança – Ram Charan”, essa estrutura enfatiza a progressão dos líderes por diferentes estágios de responsabilidades e habilidades. A aplicação dessas passagens no meio corporativo é fundamental para garantir a existência de uma cultura organizacional solida, a formação contínua de líderes eficazes e a sustentabilidade da empresa a longo prazo.

Gerenciar a si mesmo à gerenciar os outros

A abordagem em pipeline destaca a importância de futuros líderes cultivarem a autogestão antes de assumirem funções de liderança. Esse aspecto desempenha um papel de suma relevância no panorama empresarial, pois gestores que possuem habilidades sólidas de autogestão conseguem reduzir o tempo dedicado a tarefas individuais e direcionar seus esforços para uma administração mais eficaz.

Dentro desse contexto, as responsabilidades centrais desses líderes incluem o planejamento de atividades, alocação de cargos, distribuição de responsabilidades, motivação e orientação de colaboradores, juntamente com avaliações de desempenho criteriosas.

É, portanto, essencial que os gestores desenvolvam uma compreensão profunda de suas competências e limitações pessoais, visando proporcionar suporte ainda mais eficaz às suas equipes.

Um equívoco crucial nessa etapa surge quando os gestores persistem em executar as mesmas tarefas que os levaram ao sucesso anterior, negligenciando uma mudança comportamental essencial: a habilidade de delegar suas responsabilidades operacionais. Para contornar essa barreira, é necessário que esses líderes internalizem a importância de investir menos tempo em tarefas individuais, redirecionando, assim, sua energia para as atividades de gerenciamento.

De gerenciar os outros à gerenciar gestores

À medida que os líderes avançam em suas trajetórias profissionais, deparam-se com um desafio crucial: a gestão de equipes e colaboradores. Nesse estágio, é necessário o desenvolvimento de habilidades de comunicação e motivação para envolver e inspirar suas equipes, garantindo níveis de produtividade e desempenho excepcionais.

Adicionalmente, surge a necessidade de delegar as tarefas e responsabilidades gerenciais, avaliando os progressos de maneira eficaz, enquanto se proporciona orientação através de um papel de mentor. Esse enfoque promove a instauração de uma cultura de liderança descentralizada, fomentando, assim, a capacitação contínua dos colaboradores.

Todavia, um equívoco comum nesse estágio consiste na tendência de eleger indivíduos tecnicamente habilidosos para posições de gestão, em detrimento dos verdadeiros líderes em potencial. Essa falha provém da dificuldade em discernir entre aqueles aptos à execução e aqueles dotados das habilidades de liderança.

Para superar essa lacuna no processo, é necessário promover uma mudança nos padrões comportamentais e nos valores adotados. Faz-se imprescindível proporcionar treinamento formal e específico voltado para o desenvolvimento de habilidades gerenciais de destaque.

De gerenciar gestores à gestor funcional

À medida que os líderes progridem no cenário corporativo, eles ascendem a cargos de gestão funcional, adquirindo uma perspectiva mais ampla e estratégica das operações empresariais. Nessa fase, são chamados a supervisionar áreas que podem estar fora de sua área de expertise original.

A gestão de pessoas, nesse contexto, assume uma abrangência maior, exigindo a habilidade de competir por recursos, colaborar com outros gestores e conceber estratégias mais eficazes do que as da concorrência.

Os gestores funcionais têm a responsabilidade de liderar suas equipes de gestão, assegurando a coesão entre cada nível da organização e os objetivos corporativos. É crucial que eles deem prioridade à promoção de uma cultura organizacional sólida, enraizada na colaboração e na inovação de todos os departamentos.

É comum a falha em desenvolver habilidades de comunicação interpessoal em diferentes níveis hierárquicos se destacar neste momento. Para evitar esse erro, é essencial oferecer treinamentos de desenvolvimento executivo que auxiliem na aquisição dessas competências essenciais.

De gestor funcional a gestor de negócios

Enquanto gestores de negócios, os líderes assumem um papel de maior abrangência, tornando-se peças-chave nas operações corporativas. Nessa etapa, a administração da gestão de pessoas desempenha um papel de extrema importância ao identificar e desenvolver talentos que impulsionarão o crescimento da empresa.

É necessário que os líderes alinhem as competências e motivações de seus colaboradores com os objetivos organizacionais, garantindo que as decisões sejam embasadas nas tendências do mercado.

Nesse cenário, os líderes devem gerenciar diversas divisões, demonstrando sensibilidade às diversidades funcionais. Eles também devem encontrar um equilíbrio entre metas de longo prazo e as necessidades imediatas, alocando tempo estratégico para a formulação de planos direcionais.

A confiança na equipe gestora e a abertura para receber orientações de diversas áreas são atitudes cruciais nessa fase.

De gestor de negócios a gestor de grupo

O papel do gestor de grupo é de extrema importância, uma vez que ele lidera múltiplas unidades de negócio ou divisões dentro de uma organização. Nesse contexto, a gestão de pessoas desempenha um papel crucial ao fomentar o desenvolvimento de uma cultura de colaboração e troca de conhecimento entre as diferentes áreas. É responsabilidade dos líderes assegurar as melhores práticas entre as equipes, visando a otimização dos processos e resultados em toda a estrutura organizacional.

Nesta fase, os gestores de grupo devem adquirir a habilidade de avaliar estratégias para alocar capital, recursos e pessoal de maneira eficaz, além de assumirem o papel de mentores para novos gestores. Eles precisam demonstrar realismo e discernimento ao lidar com os recursos, além de possuírem uma visão ampla e abrangente ao enfrentar situações de risco.

Nesta etapa, nota-se que muitos gestores de negócios não conseguem atingir seu potencial máximo devido à falta de suporte adequado ou à usurpação de sua autoridade.

De gestor de grupo a gestor corporativo

Já neste estágio final, o gestor corporativo carrega consigo a responsabilidade crucial de tomar decisões com impacto no destino da organização. Nesse cenário, a gestão de pessoas concentra seus esforços em forjar uma cultura de liderança que inspire e inclua a todos. Os líderes empresariais têm o papel vital de fomentar a diversidade e a inovação em todos os níveis da empresa, encorajando ativamente a participação dos colaboradores na tomada de decisões e no alcance dos objetivos corporativos.

Nesta última fase, faz-se necessário redefinir a própria identidade, adotar uma perspectiva de longo prazo e renunciar a relações com clientes individuais em prol do todo. Além disso, a capacidade de inspirar os colaboradores e a posse de uma diversidade de ferramentas comunicacionais tornam-se essenciais.

*Por Priscila Ferrari – HR specialist


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