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Carbono Verde e Créditos de Carbono: impulsionando a sustentabilidade ambiental e a responsabilidade corporativa

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Os conceitos de Carbono Verde e Créditos de Carbono surgiram nas últimas décadas como uma resposta aos desafios das mudanças climáticas e da necessidade de reduzir as emissões de gases de efeito estufa. 

O termo “Carbono Verde” começou a ser usado na década de 1990 e está relacionado a práticas sustentáveis que visam restringir a produção de carbono ou remover o dióxido de carbono (CO2) da atmosfera. Sua origem está vinculada ao crescimento da conscientização sobre as mudanças climáticas e a busca por soluções mais sustentáveis. O Carbono Verde engloba uma ampla gama de iniciativas, como o uso de energias renováveis, eficiência energética, reflorestamento e práticas agrícolas sustentáveis. 

Quando pensamos em “Carbono Verde” conceituamos as atividades que têm um impacto neutro ou positivo no balanço de carbono, ou seja, não emitem ou até mesmo removem CO2 da atmosfera. Isso geralmente está relacionado a práticas sustentáveis e ambientalmente amigáveis, como o uso de energias renováveis, o plantio de árvores e o manejo florestal sustentável.

Os Créditos de Carbono surgiram no início dos anos 1990 como uma abordagem para incentivar a redução das emissões de gases de efeito estufa. O conceito teve origem no âmbito do Protocolo de Kyoto, um acordo internacional adotado em 1997, que estabeleceu metas de redução de emissões para os países signatários. O Protocolo de Kyoto permitia que os países industrializados que excedessem suas metas de redução de emissões comprassem Créditos de Carbono de outros países ou projetos que tivessem excedido suas metas de redução. Esses créditos serviam como uma forma de compensação pelas emissões excedentes. 

Desde então, o mercado de Créditos de Carbono evoluiu e se expandiu para além do âmbito do Protocolo de Kyoto. Hoje em dia, existem diferentes padrões e sistemas desse crédito, como o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) da ONU, o Verified Carbon Standard (VCS) e o Gold Standard. Esses sistemas têm suas próprias diretrizes e critérios para a geração e transação de Créditos de Carbono. Resumidamente, esses créditos funcionam como um instrumento financeiro que representa a redução de uma tonelada de CO2 (ou seu equivalente em outros gases de efeito estufa) que foi evitada ou removida da atmosfera. Esse crédito é gerado por projetos ou atividades que reduzem as emissões, como projetos de energia renovável, eficiência energética, reflorestamento, entre outros.

Os Créditos de Carbono podem ser comprados e vendidos por empresas, governos e indivíduos como uma forma de compensar suas próprias emissões de carbono. Por exemplo: uma empresa que emite uma quantidade significativa de CO2 pode comprar Créditos de Carbono para compensar essas emissões, apoiando assim projetos ou atividades que reduzem as emissões em outro lugar.

O objetivo dos créditos é incentivar a redução das emissões e financiar projetos que promovam a sustentabilidade ambiental. No entanto, é importante ressaltar que o uso deles não é uma solução definitiva para as mudanças climáticas. Podem ser úteis como parte de uma estratégia mais ampla de mitigação das emissões, mas é essencial que os esforços também se concentrem na redução direta das emissões e na transição para uma economia de baixo carbono.

Em resumo, a adoção de práticas de Carbono Verde e o uso de Créditos de Carbono podem trazer benefícios econômicos, como melhor imagem e vantagem competitiva para as empresas, ao mesmo tempo em que contribuem para a redução das emissões de gases de efeito estufa e promovem a sustentabilidade ambiental.

Os conceitos de Carbono Verde e Crédito de Carbono estão diretamente relacionados a um tema relevante que emergiu na última década: o ESG (Environmental, Social and Governance), que representa os critérios ambientais, sociais e de governança utilizados para avaliar o desempenho das empresas em termos de sustentabilidade e responsabilidade corporativa. Destaco abaixo alguns impactos positivos para cada área de ESG:

Aspectos Ambientais (E):

• Emissões de gases de efeito estufa: as práticas de Carbono Verde e o uso de Créditos de Carbono contribuem para a redução das emissões de gases de efeito estufa, auxiliando as empresas a atingir metas de redução e mitigar os impactos das mudanças climáticas.

• Conservação dos recursos naturais: o Carbono Verde promove a preservação dos recursos naturais por meio de práticas sustentáveis, como o manejo florestal responsável e o reflorestamento. Isso ajuda a proteger a biodiversidade e a assegurar a disponibilidade de recursos para as gerações futuras.

• Eficiência energética: a busca por práticas de Carbono Verde incentiva a adoção de tecnologias e processos mais eficientes em termos de energia. Isso resulta em menor consumo de energia e redução dos impactos ambientais associados à produção e uso de energia.

Aspectos Sociais (S):

• Saúde e qualidade de vida: a redução das emissões de gases de efeito estufa e a melhoria da qualidade do ar têm um impacto direto na saúde e qualidade de vida das pessoas. As práticas de Carbono Verde contribuem para a redução da poluição atmosférica, diminuindo os riscos à saúde associados à exposição a poluentes.

• Envolvimento da comunidade: as empresas que adotam estratégias de Carbono Verde podem envolver as comunidades locais por meio de iniciativas de reflorestamento, educação ambiental e investimentos em projetos sustentáveis. Isso fortalece os laços com a comunidade e promove um impacto social positivo.

Aspectos de Governança (G):

• Transparência e prestação de contas: o uso de Créditos de Carbono requer um sistema transparente e bem regulamentado para garantir a integridade e confiabilidade dos projetos. Isso promove a transparência e a prestação de contas nas atividades relacionadas ao Carbono Verde.

• Gestão de riscos: a adoção de práticas de Carbono Verde e a consideração dos créditos de carbono nas estratégias de negócios ajudam as empresas a gerenciar os riscos associados às mudanças climáticas e a responder às demandas dos investidores e partes interessadas relacionadas à sustentabilidade.

Em resumo, as iniciativas de Carbono Verde e Crédito de Carbono têm um impacto positivo nos critérios ESG e promovem benefícios econômicos para as empresas. Elas contribuem para a mitigação das mudanças climáticas, promovem a sustentabilidade ambiental, têm benefícios sociais diretos e incentivam boas práticas de governança corporativa. Isso fortalece a posição das empresas em relação ao ESG e sua capacidade de gerar valor sustentável a longo prazo, em paralelo melhoram a imagem e promovem vantagens competitivas para as empresas.

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